sábado, 21 de junho de 2014

Poema cotidiano moderno

Foi ao banheiro cagar
e levou o celular
ficou tanto tempo jogando, sentado
que esqueceu que tinha cagado
e levantou sem se limpar.

Tudo é do bem


Se você tenta fazer o bem
e o mal disso vem
fique tranquilo,
você não é melhor,
nem pior que ninguém.

A sombra é batedora da luz
Uma vem na frente,
mas é a outra que conduz.

O bem é bom,
o mal é do bem,
A falta de ação
é ação também.

Só sinta, senta e relaxa.
Curta a viagem
que você já comprou passagem
sem nem perceber.
Qualquer coisa que fizer
é fruto da bondade,
agradeça tudo que acontecer.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Ciência II (Quero falar, mas o doutor não deixa)

Há um nó tão grande na garganta
que não vem ar dos pulmões para que vibre a fala,
que bloqueia toda a passagem e não permite
que o cérebro mande e a mão digite.
Fica tudo preso do pescoço pra cima
e o corpo não faz como a gente ensina.

Ninguém pode entender
como a gente se mete nessa.
Não há tecnologia (nem telepatia)
que me salve da azia
e da vontade de perder a cabeça.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Valor das coisas

Tem gente que não pega seu dinheiro,
mas pega as suas coisas.
As coisas valem dinheiro,
mas não é a mesma coisa.

A questão do valor é simples:
O dinheiro vale o que está na nota;
A coisa vale a nota fiscal,
sem entrar nessa coisa toda do valor sentimental;
Já a pessoa que pega as coisas
não vale coisa nenhuma.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

80

Comigo não tem 8
só vou de 80...
aguenta, Elias, aguenta!
E nem pense em chorar
que um soluço atrapalha a respiração,
e você perde a corrida
se não tiver ar...
aguenta, Elias, tem que aguentar!

É você,
vai dizer que não?
A escolha é sua...
o problema é seu
Pra que mude, basta mudar,
mas você não muda
Você mudo
você mundo.

Eu mudo o mundo
ou o mundo me muda?

Ah, Raimundo, seu filho da puta!
Roubaste meu nome, minha sorte, minha rima
Ah, José, se você morresse...
Mas você não morre,
Você é duro!

E agora, Elias?
Sequer tens um poema em teu nome.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

A Rainha


Faz algum tempo
que um dragão alado
com fogo pra todo lado,
conquistou a minha rainha.
Para a princesa, masmorra,
o príncipe em cativeiro,
e eu, rei sem castelo,
empunhei o meu rastelo,
e como não sou cavaleiro,
fui para longe, trabalhar.
Hoje em dia, só em sonhos
as vezes dragão,
as vezes rainha,
ela vem me visitar.

Meus companheiros de labuta
e os alquimistas do reino
tanto de forma bruta,
quanto de trato tenro,
me acalmam o pensar.

Se fujo do dragão,
perco minha donzela,
mas se caso com ela,
mata-me o monstro.
Ó quimera,
quem me dera
poder viver sem tristezas.
Sem rastelo e sem castelo
mas com príncipe e princesa,
com rainha e sem dragão.

sábado, 25 de maio de 2013

Natal em Maio

O futuro que vem,
desenterra o passado
e só no meio do treze
vejo o doze virado.

Saudades do que deu errado
Novidades infinitas
Eu era um soldado armado,
os ianques e vietnamitas!
Os tanques e as baionetas,
eu sou a própria guerra,
sou o filho homem da mãe Terra!

Sou a natureza gemendo suor,
o sexo sentindo dor,
um grito de raiva
repleto de amor.

O futuro que vem,
desenterra o passado
e só no meio do treze
vejo o doze virado.

O passado não fica pra trás,
vejo que caminha lado a lado,
mas deixemos de lado, de soslaio,
pois sinto o Natal no mês de Maio
e tenho um presente pra me dar.
Daqui a pouco o ano novo virá
e vingará,
se vingará.

O futuro que vem,
desenterra o passado
e só no meio do treze
vejo o doze virado.