domingo, 17 de maio de 2009

Dói mais em mim

O que será que dói mais?
Um ataque do coração?
O ataque do Timão?
Ou um ataque de sucuri?

O que será que dói mais?
Um chute da namorada?
Um chute errado na prova?
Um chute do Bruce Lee?

O que será que dói mais?
Levar na testa uma pedrada?
Trabalhar como Pedreiro?
Ou ter pedras nos rins?

Onde será que dói mais?
No pâncreas, baço, epiglote?
Na barriga, coração ou mente?

Onde será que dói mais?
Na Europa? Brasil? Etiópia?
Na casa do vizinho? No peito da gente?

Para quem será que dói mais?
Mãe, pai, irmão?
amigo, amiga, animal de estimação?

Para quem será que dói mais?
Onde será que dói mais?
O que será que dói mais?

Um chute no coração?
uma pedrada da sucuri?
um bote do Bruce Lee?
Um chute errado do Timão?

Um ataque pedreiro nos rins?
Trabalhar com a namorada?
Um chute no pai, no irmão?
Um ataque do animal de estimação?

O que será que dói mais?
Um chute do Bruce Lee.
Um chute do Bruce Lee.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Erros e Pecados Gramaticais

Com ela, Eu. Me divirto.
É lá, comigo. Se diverte.
Me divirto. Como ela.
Lambida, orelha, brinco,
Piercing no umbigo mela.
Eu com ela me divirto
Eu como, ela se diverte.
Eu me divirto ao comê-la,
Ela comigo se diverte.

É... telefone!

Eu não quero dormir
eu não quero me masturbar
eu não quero ficar sentado aqui
eu não quero me deitar
eu nem queria ver
o novo filme do Zé do Caixão
eu nem quero saber dos amigos
que eu não vejo a um tempão.
eu só queria chegar em casa
pra conversar um pouquinho mais com ela.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Respostas no Rodapé da Página.

Rimar.
Ofício de poeta.
mas me atrapalho,
nunca é o momento.

Não vejo,
não há ninguém
que se assuma.
Não é decente?

Decidi.
Paro aqui.
Vou-me embora.
Fico oculto.

Rima Oculta

Rimar é tão dificil
que é um verdadeiro trabalho
e as vezes me atormento
procurando a melhor ocasião.

Mas não vejo nada além
e não há nada e pessoa alguma
que olhe pra mim e se apresente
como um professor adequado.

e por isso, como poeta, decidi
que essa história para agora
e todas as rimas mando a sepulto
rimar agora, só se ficar escondido.

domingo, 12 de abril de 2009

O Poeta e o Calango

Era uma vez um Poeta
Que não sabia rimar
Mas sua história é repleta
De histórias para contar.

Tinha também a Donzela,
Filhinha do Coronel
Do mundo a mulher mais bela
Todos tiravam o chapéu!

Pra completar a história,
Só faltava o Dragão
Eis que aparece um Calango
Do tamanho de um caminhão.

Em uma noite qualquer
Calango pulou a janela
Sedento por uma mulher
Terminou raptando a Donzela.

Coronel desesperado
Mandou o trabalho parar
Escolheu um empregado
Para sua filha salvar.

E o Poeta foi o homem
Que o Coronel escolheu
E foi com medo da fome
Que o Poeta obedeceu.

Lá se foi o pobre homem
Sem uma arma a carregar
Só levava o violão
E a vontade de almoçar.

Ao encontrar o inimigo
Viu que não ia dar pé
Duelar do modo antigo
Pela guarda da mulher.

O bicho era muito grande
E o Poeta muito fraquinho
Assustado, o Poeta sentou
E pôs-se a pensar um pouquinho.

O Poeta, que já sabia
Que rimar era problema
Naquele instante ele via
A solução pro dilema.

Ocorreu um desafio
De uma forma diferente
O Calango e o Poeta
Iam fazer um repente!

Mas quem rimasse primeiro
Perdia toda a peleja
E o Calango bem matreiro
Pensou que ia ser moleza!

Acontece que o Poeta
Nunca soube fazer rima
E seguindo essa meta
O rapaz ficou por cima.

Calango desesperou
E rimou toda uma estrofe
E por perder o duelo
Tirou a Donzela do Cofre.

E na volta teve festa
Pra filha do Coronel
Tão feliz ficou o homem
Que mandou fazer um cordel.

E o Poeta ficou feliz
Voltou logo a trabalhar
E de tanto que não fez rima
Terminou aprendendo a rimar!


Outro texto de "Oficina de Texto", do semestre passado.

Um terremoto assim, de repente!

Tudo é muita coisa
Mas pouco nos foi ofertado
o pouco é o suficiente
Mas pro homem inconseqüente
É bom que tudo se aumente,
e o tudo por nós foi mudado.

O tudo agora é quase nada,
Porque nós usamos tudo,
E o pouco, desdenhado
Agora é o mais desejado
E o homem não sabe o fardo
Que essa bagunça trás pro mundo!

O pouco é tudo que temos
E nem mesmo sabemos usar,
Mas o tudo quando inventa
De fazer coisa violenta
Nem usando água benta
A gente pode controlar.

E só tem uma maneira
De fazer o bem do planeta
É juntar o que não presta
Tirar o concreto da floresta
Acabar logo com essa festa
E mandar pra casa do capeta!

O tudo quando se junta
Se exalta e faz tremer
Nada do que se conhece
Bomba atômica, S.O.S
Macumba, reza forte ou prece
Não tem como enfraquecer.

E o tudo faz o homem
Virar pó e virar nada
E tirando da natureza,
Sua chaga, sua fraqueza
Exalta toda a beleza
E a deixa equilibrada.

E tem coisa que sozinho
O homem faz sem perfeição
Cuidar do meio ambiente
Não é proposta que se apresente,
O lugar de toda essa gente
É a sete palmos do chão!



Texto de "Oficina de Texto" sobre o elemento Terra. Feito semestre passado.