Hoje acordei e vi no espelho
um não-poeta
um ex-poeta.
Diante do trabalho de outros,
colegas que não param de evoluir,
Publicam livros, escrevem contos incríveis,
Eu aqui.
Faço a barba com imperfeição
sigo a vida sem sutilezas
não sei mais descrever em palavras,
belezas.
Diante da musa mais bela,
que até agora encontrei na vida
nada, nem uma letra, uma gota.
Não que eu não esteja inspirado,
longe disso, ela é a melhor!
Mas sou ex-poeta
sem nenhum verso de cor.
Todas as noites, sonetos.
Todas as horas bato ponto,
todos os dias, contos.
Todas as crônicas, ignoradas.
da minha cabeça não sai mais nada.
Sequer rimas pobres ou não-rimas.
ex-rimas.
Remos.
Ela é linda,
ela é linda,
ela é linda,
ela é linda.
Acabou. Não há poesias, só verdades.
Declaro meu fim, por hora.
Até ano que vem
vida que vem
mês que vem
filme que vem
hora que vem.
Será que ela vem?
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
sábado, 15 de maio de 2010
Misteriosa
Ela me machucou
talvez mais que qualquer outra
ela merece algo de mim?
ela merece um poema?
talvez mais que qualquer outra.
Ela foi genial.
talvez mais que qualquer outra
ela merece algo de mim?
ela merece um poema?
talvez mais que qualquer outra.
Ela foi genial.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Cinemando
Cinema é um trabalho
engordante e burocrático.
Alienante e sorumbático,
enfraquecedor e insignificante.
Cafeinítico e cocainático,
lunático,
insíptico.
Fotográfico, montático,
mágico, artístico e decupante.
Roteiristico e producionático,
problemático e solucionante.
Cinematográfico que só ele,
meio complicático,
mas simplístico amante.
engordante e burocrático.
Alienante e sorumbático,
enfraquecedor e insignificante.
Cafeinítico e cocainático,
lunático,
insíptico.
Fotográfico, montático,
mágico, artístico e decupante.
Roteiristico e producionático,
problemático e solucionante.
Cinematográfico que só ele,
meio complicático,
mas simplístico amante.
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Saúde Afetada (e eu só penso nisso)
Segredo rima com medo,
eu mesmo já rimei
umas duas ou três vezes.
Amor rima com dor
ou o tal calor
que aquece a alma,
palavra que rima com calma
e por ai vai.
Profundo.
Tudo muito bonito,
mas no momento
preciso de uma rima pra diarréia...
(que não seja gonorréia)
.
.
geléia?
eu mesmo já rimei
umas duas ou três vezes.
Amor rima com dor
ou o tal calor
que aquece a alma,
palavra que rima com calma
e por ai vai.
Profundo.
Tudo muito bonito,
mas no momento
preciso de uma rima pra diarréia...
(que não seja gonorréia)
.
.
geléia?
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Hypnofobia
Quando escurece
parece
que eu fico cego
não nego
meu medo
minha falta de apego
pelo mistério
não é segredo
é sério.
Eu não posso dormir
Eu não posso dormir
A morte pode me alcançar
antes da hora de acordar
Eu não posso dormir
Eu não posso dormir
Os sonhos podem me levar
pra nunca mais voltar
Eu não posso dormir
Uma musiquinha que fiz a um bom tempo atrás... nunca consegui fazer um segundo verso, então posto assim mesmo, antes que eu me perca uhahuahu xP
parece
que eu fico cego
não nego
meu medo
minha falta de apego
pelo mistério
não é segredo
é sério.
Eu não posso dormir
Eu não posso dormir
A morte pode me alcançar
antes da hora de acordar
Eu não posso dormir
Eu não posso dormir
Os sonhos podem me levar
pra nunca mais voltar
Eu não posso dormir
Uma musiquinha que fiz a um bom tempo atrás... nunca consegui fazer um segundo verso, então posto assim mesmo, antes que eu me perca uhahuahu xP
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Além das minhas possibilidades
O não conseguir
é deprimente,
me faz sentir
com o corpo imundo,
a alma inerte,
as mãos atadas.
Me faz sentir o medo,
as patadas
do cachorro atrás da porta,
o segredo.
O que tem do outro lado?
Não sei,
não alcanço a maçaneta.
é deprimente,
me faz sentir
com o corpo imundo,
a alma inerte,
as mãos atadas.
Me faz sentir o medo,
as patadas
do cachorro atrás da porta,
o segredo.
O que tem do outro lado?
Não sei,
não alcanço a maçaneta.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Quem pode julgar os homens que fazem arte?
Aquele poeta que faz barulho
e que do estardalhaço tira sua arte
Aquele que não sabe nem um terço
da metade da sétima parte.
Ele dorme no meu berço.
Aquele poeta que escreve aos montes,
mas suas palavras são vazias,
que trata os versos como putas,
que tem emoções de vadia.
Ele prova das minhas frutas.
Aquele que escreve em vão
e é aplaudido com afinco
sorri amarelo para a multidão
massageia o ego dos ricos
Ele come do meu pão.
Aquele poeta que usa seda
sapato fino, calças novas
Coroa, bracelete, brinco,
Canta como quem carimba as trovas.
Ele brinca no meu circo.
Maldita pós-modernidade
que abre espaço pra picaretas
sem rima, sem métrica
sem graça,
como ele e como eu
Maldita inveja
do homem que me venceu.
e que do estardalhaço tira sua arte
Aquele que não sabe nem um terço
da metade da sétima parte.
Ele dorme no meu berço.
Aquele poeta que escreve aos montes,
mas suas palavras são vazias,
que trata os versos como putas,
que tem emoções de vadia.
Ele prova das minhas frutas.
Aquele que escreve em vão
e é aplaudido com afinco
sorri amarelo para a multidão
massageia o ego dos ricos
Ele come do meu pão.
Aquele poeta que usa seda
sapato fino, calças novas
Coroa, bracelete, brinco,
Canta como quem carimba as trovas.
Ele brinca no meu circo.
Maldita pós-modernidade
que abre espaço pra picaretas
sem rima, sem métrica
sem graça,
como ele e como eu
Maldita inveja
do homem que me venceu.
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